Sindicato dos jornalistas de Angola se diz preocupado com violência contra imprensa

Sindicato dos jornalistas de Angola se diz preocupado com violência contra imprensa

 O Sindicato dos Jornalistas angolanos diz num comunicado ter acusado com preocupação o incidente de que foi vítima o radialista António Manuel “Jojó” da Rádio Despertar, lembrando que o incidente “foi mais um nas estatísticas de trabalhadores da comunicação social violentados por autores cujos rostos continuam ainda encobertos”.

 
A este radialista, o sindicato diz no mesmo documento que presta total solidariedade e desejos de rápidas melhoras, deixa um apelo às autoridades competentes a esclarecerem com a devida celeridade o acto de violência de que foi alvo, envidando todos os esforços para encontrar os culpados.
 
Lembra que este acto contribui para “ensombrar o ambiente de trabalho dos jornalistas e o panorama da comunicação social”, já de si agravado com a morte do jornalista Alberto Chakussanga também da rádio Despertar e o ferimento, com arma de fogo, do jornalista Abias Sateco da TV Zimbo.
 
De acordo com um comunicado da comissão política permanente da FNLA, tem-se notado “uma sucessão de actos hediondos perpetrados por aqueles que querem amordaçar as vozes da liberdade e pretendem continuar a viver em ‘monocracia’ ou monocromia política”.
 
Este partido considera mesmo que o acto é mais um sinal da manifestação exacerbada de intolerância, pelo que, adianta o comunicado, “não só provocou a nossa indignação, como também manifestamos o mais veemente repúdio àqueles que perpetraram ou ideologicamente inspiram tais actos através de sugestões satânicas”.
 
Assim e para que se continue a viver num país de paz e harmonia com todas as vozes discordantes, enquanto ingredientes da democracia, a FNLA diz no documento que “insta às entidades competentes a perseguirem os criminosos, trazê-los à justiça e serem exemplarmente sancionados”, tendo em conta a necessidade de se alcançar o resgate de valores.
 
Por seu lado, os POC que também repudiam em termos fortes o sucedido com António Manuel “Jojó” e a detenção por algumas horas do jornalista Rafael Marques, na Lunda-Norte, lembra no seu comunicado de repúdio que “90% dos crimes cujas vítimas são figuras públicas e ligadas directa ou indirectamente ao mundo da crítica social, económica e política, nunca foram esclarecidos e os seus processos foram sistematicamente omissos pela justiça”.
 
Aponta o assassinato recente do jornalista da Rádio Despertar, Alberto Tchakussanga, e outros, como um caso paradigmático da situação sensível em que profissionais da comunicação social “estão a ser inexplicavelmente detidos, assaltados, ameaçados, perseguidos e coagidos, pelo esmero aplicado no cumprimento da actividade profissional”.
 
Os POC apelam, por isso, às entidades do Estado e associações da classe a concertarem posições para a criação de condições de segurança para a que a profissão de jornalista não continue a ser vista como uma profissão de alto risco.
 
Rogam mesmo ao Presidente da República para que indique uma entidade para prestar esclarecimentos sobre o caso, de modo que não lhe sejam imputados actos daquela natureza já que no actual quadro constitucional concentra o exercício do poder político em Angola.
 
 
Fonte: O PAIS
 
 
 
 
 

Comentario

A liberdade de expressão

QUALQUER | 11-11-2010

Esta confuso mas é mesmo assim que tem acontecido.
Tudo quanto é dito com um toque expôntanio é encarado por muitos como atentado ao actual governo e por arrasto ao país.
Penso que quem se candidata a um cargo de direcção pode estar preparado para solucionar da melhor maneira, possíveis controvêrsias.
O que se passa é que mesmo pessoas bem intencionadas, e por sinal preoucupadas com os nossos problemas dessistem logo, isto devido o peso das ameaças feitas por almas de má fé.
Quem nada deve nada pode temer. Ameaçar só têm servido para afastar outras mentes que talvez tragam brisa aos nossos apertos.
A liberdade de expressão é um dos pilares de um estado de direito, de nada vai adiantar tapar o sol com a peneira. Os mais velhos não estranhem quando daqui a mais 10 anos termos uma juventude angolana toda ela parva e patética sem rumo buscando a violência como forma de auto afirmação.
Não que seja verdade tudo é quanto é sugerido na inpresa mas expressar pontos de vista faz parte da democracia, se nos limitamos a mandar calar perderemos o talento de aprender.
Para muitos esta a ser difícil entender que temos um país para construir e que quanto mais ideias diversas mais Angola cresce, mais o angolano se orgulha.
Se pensar ligeiramente diferente é motivo para prisão ou mesmo a morte, não mais espantemos então com o grande numeiros de jovens refugiados na prostituição, bebedeira frequente ou em seitas obscuras.
Perdemos e muito com os nossos jornalista e activistas socias mais preoucupados em escapar da perseguição do que de facto informar, como se de inimgos públicos se tratassem.
Com profissionais da informação a passarem por tanto mal entendido é sómente o actual governo que entra em descrédito por parte dos seus eleitores.
Mostremos a nos o que sempre nos caracterizou: sermos um povo solidário.
Viva o perdão fora com a vingança.

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