Resenha Internacional: Acidentes aéreos, atentados sangrentos na Ásia e "pacotes-bomba" dominam noticiário internacional da semana

Resenha Internacional:  Acidentes aéreos, atentados sangrentos na Ásia e "pacotes-bomba" dominam noticiário internacional da semana
 
Resumo das noticias internacionais que fizeram destaque nesta semana
 
 
Luanda – A imprensa mundial teve como destaques na semana que hoje termina informações ligadas aos atentados sangrentos em locais sagrados de muçulmanos e cristãos, acidentes aéreos em Cuba e Paquistão e a onda de pacotes-bomba em aviões de passageiros e de carga.
 
Na quarta-feira, o ministro iraquiano da saúde deu a conhecer que o número de mortos numa série de ataques a bomba em áreas maioritariamente xiitas de Bagdad tinha chegado a 64, além de 360 feridos.
 
As explosões ocorreram depois de uma cerimónia religiosa, em homenagem, aos 52 reféns e polícias mortos no domingo durante um ataque terrorista a uma igreja.
 
Com efeito, no domingo, homens armados haviam sequestrado dois sacerdotes e mais de cinco dezenas de fiéis que assistiam a uma missa na igreja católica de Saiydat al Najat (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), no centro de Bagdad.
 
Nesse dia (domingo) quatro homens armados haviam entrado no templo, depois de matarem dois guardas que protegiam o prédio da Bolsa de Valores de Bagdad, a poucos metros da igreja.
               
Ao perceberem que não conseguiriam entrar no edifício da Bolsa, diante da chegada de reforços das forças de segurança, os agressores explodiram um carro-bomba, que feriu quatro pessoas, e correram na direcção da igreja.
 
Outro acto terrorista, também num local de culto religioso, mas no Paquistão, destruiu uma mesquita, matando 40 pessoas que oravam em Darra Adam Khel, um subúrbio de Peshawar, capital da região de Khyber-Pakhtunkhwa.
 
"Foi um atentado suicida e até agora há 40 mortos. A mesquita desmoronou-se", informava Shahid Ullah, autoridade do governo provincial.
 
Entretanto os actos terroristas, durante a semana, voltaram a meter em rebulício as companhias aéreas e aeroportos da Europa, Médio Oriente e América do Norte, por causa dos pacotes bomba.
 
Por causa de muitos pacotes bomba enviados para os Estados Unidos  e alguns países europeus, o que está confirmado ser o novo “modus operandi” da Al Qaeda, países fecharam à entrada de aviões procedentes do Iémen, epicentro do problema.
 
O Canadá suspendeu a entrada no seu território de qualquer avião de carga procedente do Iémen, após a descoberta, na sexta-feira passada, em Dubai e na Grã-Bretanha, de dois pacotes com explosivos procedentes de Sanaa.
 
Não há voos de passageiros entre Iémen e Canadá.
 
Na Europa, os especialistas em segurança aérea da União Europeia (UE) viram-se obrigados a se reunirem de emergência, em Bruxelas, para analisar e tomar medidas para enfrentar a situação.
 
Depois das autoridades dos EUA alertarem os seus cidadãos sobre a crescente ameaça terrorista na UE, o bloco europeu decidiu padronizar as suas escalas de alerta e cooperar mais estreitamente com Washington para combater o terrorismo.
 
O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, afirmou que os terroristas responsáveis pela onda de ataques com pacotes-bomba "não vão assustar a democracia", nem prejudicar os esforços para sanear a economia do país. É que, pelo menos, 13 pacotes foram enviados para representações diplomáticas na Grécia de países como México, Chile, Alemanha e Rússia e para líderes como o presidente francês Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.
 
O saudita Ibrahim Hassan Al-Asiri, suposto fabricante de artefactos explosivos da Al-Qaeda, é o principal suspeito no complô para o envio de pacotes bomba do Iémen aos Estados Unidos, segundo uma fonte do governo americano.
 
Ainda sobre a aviação, a semana que hoje termina registou a morte de 90 pessoas como resultado de acidentes aéreos, envolvendo um avião cubano (68) e outro paquistanês (22).
 
As autoridades cubanas confirmaram oficialmente, na sexta-feira, que não havia sobreviventes entre as 68 pessoas que viajavam no avião que caiu na região central de Cuba na quinta-feira.
 
 
A aeronave da empresa Aerocaribbean levava 28 estrangeiros, de dez nacionalidades: nove argentinos, sete mexicanos, três holandeses, dois alemães, dois austríacos, um espanhol, um francês, um italiano, um japonês e um venezuelano.
 
No Paquistão, na sexta-feira, os 22 ocupantes de um pequeno avião morreram, depois da aeronave cair na cidade de Karachi, informou um porta-voz do governo local. "Ninguém sobreviveu. As equipas de resgate recuperaram 22 corpos e os levaram a hospitais próximos", assegurou a fonte.
 
 
Segundo a fonte, viajavam no avião 17 passageiros - trabalhadores da empresa -, três técnicos e dois pilotos. Ainda não houve a confirmação das nacionalidades dos ocupantes.
 
Na Indonésia, uma nova erupção do vulcão Merapi matou 120 pessoas, incluindo várias crianças.
 
 
A erupção é a mais forte desde o dia 26 de Outubro, quando teve início o actual ciclo eruptivo do Merapi, o vulcão mais activo da Indonésia, situado em meio a uma região densamente povoada do centro da ilha de Java.
 
Pelo menos 100 mil pessoas já foram evacuadas, a maioria para abrigos montados pelo governo, o que tem criado importantes problemas de logística e higiene.
 
O Merapi ou "Montanha de Fogo", que entra em erupção a cada quatro ou cinco anos, já teve cerca de 70 erupções desde meados do século XVI, algumas devastadoras, como a de 1930 (1.400 mortos) e a de 1994 (60 mortos).
 
Também foi destaque as eleições no Brasil, que permitiram que uma mulher dirija o país e as intercaladas norte-americanas que deram vitória ao Partido Republicano.
 
No Brasil, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), venceu as eleições presidenciais brasileiras com 56,01 porcento do total dos votos válidos, o que representa 55,5 milhões de eleitores.
 
José Serra, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), obteve 43,99 por cento dos votos, ou 43,62 milhões de votos. 
 
  
A diferença entre os dois candidatos foi de 11,92 milhões de votos, segundo a contabilização de 99,64 por cento das urnas contabilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instituição responsável pelas eleições.
 
   
Nos Estados Unidos, as eleições intercaladas deram uma vitória bastante clara ao Partido Republicano, que garantiu uma nova maioria no Congresso.
 
Os democratas perderam o controlo da Câmara dos Representantes e o desastre não foi maior porque mantiveram a maioria no Senado. Embora mantenham a maioria no Senado, o partido que venceu as presidenciais de 2008 viu reduzir-se a sua vantagem.
 
Na sequência da derrota eleitoral do seu partido, o presidente norte-americano, Barack Obama, reconheceu, na sexta-feira, que não tinha conseguido mostrar aos seus compatriotas os avanços alcançados por sua administração.
 
               
 "Assumo pessoalmente a responsabilidade por isto, e é algo que tenho que examinar com cuidado à medida que continuo em frente".
 
              
Obama já havia admitido o retumbante fracasso de seu partido nestas eleições, mas disse recusar-se a perceber o resultado como um repúdio a sua agenda doméstica de reformas, culpando a impaciência dos americanos diante da lenta recuperação económica do país.
 
 

Fonte: www.a-patria.com

 

 

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