Polícia invade residência no Rangel

Polícia invade residência no Rangel

 

Cinco elementos supostamente afectos à Polícia Nacional in­vadiram no sábado, 11, uma residência alugures no bairro Rangel, a pretexto de procederem à captura de um jovem que nela habitava. 
 
Os intrusos, que não se faziam acompanhar de mandato de cap­tura, alegaram que pretendiam prender o jovem por, segundo eles, se tratar de «um marginal altamente perigoso».
 
Mateus Manuel da Cunha, o pai do jovem foi quem denunciou esta ocorrência, na terça-feira, 14, ao Semanário Angolense. Mostrou-se surpreendido e indignado com a presença dos supostos agentes da polícia em sua casa e que, segundo ele, «apareceram fortemente ar­mados».
 
Conta que os referidos elementos, após vasculharam o interior da residência, pretenderam prender o seu filho Adilson da Cunha, que os captores o identificaram como sendo «Cabelo Mau», um marginal supostamente a monte. 
 
Mateus da Cunha diz que explicou aos captores que o seu filho não era bandido, mas que estes pretendiam mesmo assim levá-lo à força. 
Refere que os captores, dentre os quais dois elementos que se iden­tificaram como sendo da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), se faziam transportar numa viatura policial. 
 
Afirma que os alegados agentes não coseguiram concretizar os seus intentos, devido à forte oposição da sua família. 
Mateus da Cunha acredita que a invasão à sua casa terá sido in­fluenciada pelo cidadão João Domingos, um ex-administrador do Rangel, com quem terá entrado,em tempos, em rota de colisão.
 
Para ele, o acto protogonizado pelos supostos polícias terá surgido como um gesto de retaliação do antigo autarca municial, por este ter perdido em tribunal um terreno que ambos disputavam. 
 
« Como ele não conseguiu ganhar na barra do tribunal, procura agora usar as suas influências junto da 6ª Esquadra da Divisão do Rangel, onde tem um irmão que lá trabalha ». «Isto é pura vingança!», adiciona, com convicção.
 
João da Cunha revelou que já apresentou uma queixa no Comando Provincial contra os supostos agentes , por invasão domiciliar e actos de desmando. 
 
Confrontado com o caso, o comandente em exercício da 6.ª Es­quadra, Carick Arcídio, disse na quarta-feira, 15, desconhecer o caso descrito e que a sua unidade policial não tinha recebido, na altura, qualquer queixa nesse sentido. «Vamos fazer diligências para descobrirmos quem foram os prota­gonistas dessa acção», prometeu. 
 
Assegurou que não foram dadas ordens a partir da sua unidade policial para a detenção do indíduo em causa , e que tal iniciativa só poderá ter partido dos individuos envolvidos no caso. 
 
As tentativas feitas para ouvirmos a versão do antigo administrador do Rangel não foram bem sucedidas, já que este não foi localizado na casa que habitualmente habitava no Rangel. Os vizinhos disseram que fazia tempo que João Domingos não era visto naquelas paragens, presumindo que o mesmo tenha mudado de residência.
 
Fonte: SA

 

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