Guebuza promete medidas adicionais para resolver causas do descontentamento

Guebuza promete medidas adicionais para resolver causas do descontentamento

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, prometeu hoje em Maputo que vai estudar medidas adicionais para responder à crise social que provocou a violência da semana passada em três cidades moçambicanas, reconhecendo que a situação “é muito preocupante”. 

 
Fonte: NL
 
Os tumultos nas cidades de Maputo e Matola, sul, e Chimoio, centro, provocaram a morte a 13 pessoas e ferimentos a mais de 500 (números oficiais). Mais de uma centena foram detidas durante os confrontos. 
 
“Vamos estudar medidas adicionais para acelerar a implementação do Plano Quinquenal do Governo, com respostas para os problemas de curto, médio e longo prazo”, afirmou o chefe de Estado moçambicano, em declarações aos jornalistas, após a cerimónia de deposição de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, por ocasião do Dia da Vitória, hoje assinalado no país. 
 
“Estamos muito preocupados com a situação e vamos continuar a estudar as melhores formas possíveis de resolver os problemas. Hoje mesmo vou encontrar-me com o grupo de trabalho que o Governo criou, para estudarmos as respostas à situação”, enfatizou Armando Guebuza. 
 
Num discurso que se centrou essencialmente na revolta popular da semana passada e não nas conquistas do Dia da Vitória, como é da praxe em ocasiões do género, Armando Guebuza apelou ao trabalho e à calma e serenidade do povo moçambicano, para o combate aos desafios que o país enfrenta. 
 
“O nosso povo sempre soube responder com serenidade aos apelos de serenidade. Temos consciência de que os problemas são grandes, mas as respostas só virão com o envolvimento construtivo de todos”, ressalvou o Presidente moçambicano. 
 
A uma pergunta sobre a estratégia do Governo para estancar a subida dos preços de produtos e bens essenciais, incluindo o da energia eléctrica, muito comentada como uma das razões dos protestos, o Presidente moçambicano respondeu: 
 
“De facto (a Hidroeléctrica de) Cahora Bassa é nossa, mas para estender os benefícios da energia aos projectos de desenvolvimento do país, há custos. Temos projectos em curso nesse sentido”. 
 
“Cahora Bassa é nossa” foi a frase com que Armando Guebuza terminou o discurso do acordo de reversão da hidroeléctrica com Portugal, em 2007, para assinalar a passagem de Portugal para Moçambique do empreendimento, uma das maiores barragens do mundo. 
 
No Dia da Vitória, Moçambique lembra o 7 de Setembro de 1974, quando os representantes do Governo português, então potência colonizadora, assinaram com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) o Acordo de Lusaka, que reconhece o direito do povo moçambicano à independência nacional, alcançada a 25 de Junho de 1975. 

 

 

Update: 6.9.2010Moçambique: Polícia Reprime Manifestação em Tete

 

 A situação está calma, mas tensa.

 
Manifestações de protesto na cidade moçambicana de Tete reprimidas pela polícia. A situação está calma, mas tensa. Lojas e bancos encerraram. As escolas fecharam.
 
Entretanto, o Ministro da Saúde de Moçambique, Ivo Garrido, anunciou hoje(6 de setembro), que se eleva para 13 mortos e 624 feridos o número de vítimas resultantes das manifestações da semana passada, em Maputo e na cidade satélite da Matola. Garrido afirmou não saber ao certo quantas pessoas estarão hospitalizadas. Na sexta-feira, estavam internadas no hospital central de Maputo 93 feridos em resultado da intervenção policial.
 
 
Activista dos direitos humanos critica actuação da policia
 
 
A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos está a preparar processos em nome das vítimas da repressão policial, na sequência das manifestações de protesto ocorridas em Maputo, na semana passada. A revelação é feita por Alice Mabote, dirigente daquela organização, que aponta o facto de nenhum governante ter vindo a público lamentar a brutalidade policial, optando estas por criticar apenas os manifestantes.
 
 A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos diz haver provas de que a polícia usou balas verdadeiras e que, em muitos casos, atirou a matar. Ouça o que diz esta activista dos direitos humanos em entrevista á radio Voz da America(VOA) nesta segunda-feira (clica na imagem abaixo para ouvir a entrevista).
 

 

 

 

 

 

 
Imagem do Governo de Maputo Fica Afectada
Os movimentos sociais em Moçambique estão reféns do governo
 
Escute aqui as causas e os efeitos das manifestações populares analisadas pelo académico moçambicano Calton Cadado, especialista em gestão de conflitos, e que está actualmente na Universidade de Brendeis, como bolseiro, numa entrevista exclusivamente concedida á radio Voa.
 
 
 
 
 
Líder da oposição angolana alerta governo angolano
 
 
De acordo com uma nota publicada pelo club-k.net, o líder da UNITA, Isaias Samakuva, frisou na sexta feira passada em Luanda que lamenta o que esta a acontecer em Maputo, sobretudo pelas duras perdas humanas e acrescentou que “o governo angolano tem que pensar seriamente neste tipo de ocorrências porque anunciou o aumento do preço dos combustíveis e a situação social e econômica esta pior que em Moçambique”.
 
Samakuva afirmou que o governo do Mpla tem de dar outro rumo ao pais, “Não podemos continuar como estamos, o povo não pode ser um rebanho de carneiros constantemente mal tratados e sem capacidade de protestar”. 
 
Para o líder da UNITA,“O Pais vai ter de ser governado de uma outra maneira, com mais responsabilidade e compromisso com os que mais necessitam, porque o que aconteceu em Moçambique poderá também acontecer em Angola”. 
 
Em relação ao impacto que o aumento dos combustíveis poderá ter no custo de vida dos Angolanos, o líder do Galo Negro disse “que o impacto é’ significativo porque a vida vai ficar mais cara, as camionetas vão pedir mais dinheiro, o preço do transporte aumentara e todos os produtos ficarão mais caros”.
 
Criticando o Mpla por aumentar o preço dos combustíveis, Samakuva desafiou o Executivo Angolano “a investir mais nos funcionários públicos e proponho que o aumento do preço dos combustíveis seja acompanhado por um aumento e revisão salarial dos trabalhadores”.
 
 
Fonte: Voa/club-k
 
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