Maioria dos apoiantes de Marina Silva apostam agora no candidato da oposição

Maioria dos apoiantes de Marina Silva apostam agora no candidato da oposição

 

Na eleição da primeira volta, no último dia 3, a candidata oficial à presidência do Brasil, Dilma Rousseff, estava 14,3 pontos percentuais à frente do oposicionista José Serra. Já na mais recente pesquisa do Ibope, a diferença caiu para seis pontos.

 

Na eleição, Dilma teve 46,9% dos votos e Serra apenas 32,6% e, agora, Dilma tem 53% dos votos válidos, contra 47% de Serra. Com isso, acendeu o sinal amarelo de alerta no Palácio do Planalto, onde o Presidente Lula continua a lutar para eleger a sua preferida.

 

A subida do oposicionista é explicada por várias razões. Dilma tem o apoio de Lula, um Presidente com 80% de aprovação popular. Mas, como diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra: "A candidata é Dilma, não Lula. Ter o apoio de Lula é importante, mas não decisivo." Dilma jamais disputou uma eleição antes das actuais presidenciais, o que é explorado pela oposição: ela saiu dos cargos de ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil para disputar a presidência do Brasil.

 

O compositor Chico Buarque já se comprometeu a participar no movimento de intelectuais a favor de Dilma. Um ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, qualifica a actual eleição como " vale-tudo". Segundo especialistas, o que mais tira votos a Dilma é a sua posição sobre a crença em Deus e a rejeição do aborto, além do escândalo gerado pela sua sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra.

 

A oposição diz que Dilma já se mostrou favorável ao aborto e agora é contrária, alardeando hoje ser religiosa, algo de que não se tinha qualquer notícia no passado. Para sanar dúvidas, Dilma vai lançar uma Carta Aberta, dirigida ao povo, mas, na realidade, destinada a católicos e evangélicos, na qual se comprometerá a não aprovar a despenalização do aborto nem o casamento entre homossexuais.

 

A candidata do Partido Verde, Marina Silva, mantém-se neutra em relação à segunda volta, mas a maioria de seus votos está a fluir para o oposicionista José Serra.

 

Este, embora com menos problemas, também tem de se defender. Dilma acusa Paulo Souza, ex-assessor de Serra, de haver fugido com dois milhões de euros da campanha do oposicionista e que esse dinheiro teria sido obtido, ilegalmente, de construtoras que prestam serviços ao Governo estadual de São Paulo, do PSDB.

 

Fonte: DN

 

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