Eleições na Côte d'Ivoire, Tanzânia e referendo no Níger dominaram noticiário africano

Eleições na Côte d'Ivoire, Tanzânia e referendo no Níger dominaram noticiário africano

 Luanda - A realização de eleições presidenciais na Côte d'Ivoire, a reeleição do Presidente tanzaniano e o referendo da Nova Constituição no Níger, dominaram o noticiário africano da semana que hoje finda.

 
Na Côte d'Ivoire, as eleições presidenciais de domingo desenrolaram-se de maneira pacífica, o que demonstra a maturidade e determinação do povo ivoiriense em levar a bom termo esse processo eleitoral, que observará uma segunda volta entre o presidente cessante, Laurent Gbagbo e o antigo Primeiro-ministro, Alassane Ouattara, após o apuramento de mais de metade dos sufrágios expressos.
 
Já na Tanzânia, Jakaya Kikwete, 60 anos, foi reeleito para um segundo mandato de cinco anos com 61,17 porcento dos votos durante a eleição presidencial de domingo.
 
Kikwete ganhou largamente os seus dois principais adversários, o candidato do Partido Chadema, Wilbrod Slaa, com 26,34 porcento e o da Frente Cívica Unida (Cuf), Ibrahim Haruna Lipumba, que recolheu 8,06 porcento dos sufrágios.
 
Entretanto, o candidato do partido da oposição Chadema, Wilbrod Slaa, pediu a suspensão do anúncio dos resultados, para proceder a uma recontagem dos votos. "O número de votos em nosso favor diverge dos anunciados pela comissão eleitoral", declarou Slaa à imprensa.
 
Nestas eleições, Ali Mohamed Shein foi eleito presidente da ilha semi-autónoma de Zanzibar.
 
Também mereceu destaque nos últimos sete dias, a realização do referendo da nova Constituição no Níger, cujo "sim" à nova Constituição obteve o apoio de 90,18% dos votos.
 
Segundo resultados divulgados pela comissão eleitoral, "o 'sim' teve 3.124.152 votos, ou seja, 90,18%", de um índice de participação situado em 52,65% sobre 6,7 milhões de cidadãos convocados a votar.
 
             
Está previsto que a adopção de uma nova Constituição seja o pontapé para o processo que deve devolver o país a um regime civil, previsto para Abril de 2011.
 
Na Guiné-Bissau, o anúncio do Presidente Malam Bacai Sanhá em convocar o Conselho de Estado ainda no decurso deste mês, teve igualmente relevo noticioso semanal.
 
O chefe de Estado guineense, que falava no final da cerimónia de tomada de posse de dois novos membros para o Conselho de Estado, nomeadamente Francisco Benante e Alberto Silva, referiu que a realização desta reunião se deve ao facto do país ter voltado a entrar "naquela situação de confusão".
 
 
"Não se compreende. O que se passa? Quem é quem? O quê que é? Francamente uma situação de confusão", questionou e lamentou Malam Bacai Sanhá. 
 
 
No passado mês, e depois de ter anunciado uma remodelação governamental para breve, o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, suspendeu a ministra do Interior, Satu Camará, por desobediência.   
 
A suspensão da ministra do Interior provocou uma onda de troca de acusações entre juristas guineenses, com uns a dizer que o Primeiro-ministro não tinha legitimidade para suspender a ministra e outros a defenderem que sim. 
 
Ainda no quadro dos Estados-membros dos PALOPS, o reconhecimento do presidente moçambicano sobre a existência de obstáculos no alcance da igualdade de género, apesar dos avanços alcançados no respeito pelos direitos da mulher, foi destaque da semana.
 
Quando faltam cinco anos para a data estabelecida pelas Nações Unidas para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), os grandes desafios de Moçambique, no que respeita à mulher e igualdade de género, continuam a residir nas áreas da educação e saúde. 
 
Na África do Sul, a remodelação ministerial feita domingo pelo presidente Zuma mereceu respaldo no noticiário africano.
 
Jacob Zuma remodelou o seu Executivo, exonerando sete ministros, com vista a melhorar a eficácia da sua acção na luta contra a pobreza.
 
Entre os visados dessa medida, figura o ministro das Comunicações Siphiwe Nyanda, acusado de irregularidades.
 
"Estamos imbuídos pela missão desse governo que é de melhorar a qualidade de vida de todos os sul-africanos, em particular os pobres", declarou Zuma, eleito presidente em 2007.
 
Ainda na senda das destituições, na Libéria, a presidente Ellen Johnson-Sirleaf dissolveu quarta-feira o seu gabinete numa medida que lhe dará um "novo estímulo" para a próxima fase do seu governo.
 
"A presidente Johnson-Sirleaf disse aos ministros que a razão para pedir a demissão administrativa em massa é que a administração está a entrar em um período crítico e que isso daria a oportunidade de recomeçar com um novo estímulo", indica um comunicado da presidência.
 
Foi manchete ainda o apelo à calma feito pelo SG da ONU antes da 2ª volta das eleições presidenciais na Guiné-Conakry.
 
"O Secretário-Geral continua preocupado com as violências e intimidações provocadas nos últimos dias, deslocações da população nas certas regiões da Guiné", sublinhou Ban Ki-moon, citado por um porta-voz.
 
"Exorta os dirigentes nacionais e locais, assim como todos os cidadãos, a evitarem todo acto ou declaração incitando a violência ou a violações dos direitos do homem", indicou.
 
A segunda volta das eleições presidenciais na Guiné vai opôr domingo Cellou Dalein Diallo e Alpha Condé, quatro meses após a primeira volta a 27 de Junho último.
 
No Burkina Faso, a promessa do presidente Blaise Compaoré, candidato à sua própria sucessão nas eleições presidenciais de 21 de Novembro próximo, em fazer um Burkina "emergente", foi manchete.
 
"Ainda falta muito por se fazer para tornar a nossa nação mais forte, mais racional", afirmou perante milhares de simpatizantes concentrados numa praça pública da vila, no primeiro dia da sua campanha oficial.
 
  
O Burkina Faso é um país pobre encravado na África do Oeste, cuja economia depende largamente da exportação de algodão, do qual é o primeiro produtor na África subsahariana.
 
Campaoré, 59 anos, no poder desde 1987, é o principal favorito no escrutínio, onde seis outros candidatos participam e concorrem para um último mandato de cinco anos, mas o seu partido, o Congresso para a Democracia e o Progresso (CDP), defende uma revisão da Constituição, para que se mantenha no poder mais tempo.
 
 
Fonte: www.a-patria.com
 

 

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