Burundi: Rádio privada denuncia perseguição do poder

Burundi: Rádio privada denuncia perseguição do poder

 

Bujumbura - A Rádio pública africana (RPA), uma das estações privadas mais populares do Burundi, denunciou hoje (terça-feira) a perseguição do poder após a convocação pela polícia de vários dos seus quadros administrativos e jornalistas.
 
Faustin Ndikumana, o responsável dos transportes da rádio, se encontra "detido num calabouço dos serviços secretos há 16 dias", indicou o secretário geral desta rádio, André Palice Ndimurukundo.
 
"A RPA está a sofrer uma perseguição da parte do poder", denunciou. "Assiste-se há uma semana à convocações intempestivas de vários quadros e jornalistas que compareceram perante a polícia ou o ministério público, sem saber exactamente o porquê", explicou Ndimurukundo.
 
Segunda-feira, o responsável administrativo e financeiro da RPA compareceu pela terceira vez perante uma comissão mista polícia-magistrado. No mesmo dia, um jornalista da antena de Ngozi (norte) foi interrogado pela segunda vez pela polícia, de acordo com Ndimurukundo.
 
Na semana passada, dois outros responsáveis da rádio foram ouvidos.
 
Ndimurukundo denunciou "uma pura montagem bem preparada" pelos serviços secretos "para tentar implicar a RPA numa história de tráfico de armas", através do testemunho de um antigo voluntário da antena da RPA em Ngozi, igualmente responsável provincial do partido da oposição Movimento para a solidariedade e desenvolvimento (MSD).
 
A RPA e o MSD ambos foram criados pelo jornalista Alexis Sinduhije que rejeitou dirigir a sua rádio para se consagrar à política e que fujiu recentemente em exílio.
 
Hoje, uma das rádios mais ouvidas do país, a RPA é muito crítica para com o poder.
 
Nenhum oficial burundês desejou se exprimir sobre o assunto hoje (terça-feira) mas uma alta patente da polícia evocou "um inquérito aprofundado relativo a um processo penal".
 
"Temos um processo muito accablant para a RPA que ajuda os inimigos do Burundi (...). Será levado a conhecimento do público no devido momento", afirmou esta fonte à AFP.
 
A polícia "quer implicar a RPA nas histórias do MSD e por conseguinte, nas histórias de rebelião em gestação", acusou o secretário geral da rádio, assegurando que "a RPA não tem nada a ver com o partido MSD".
 
"Na realidade, o poder procura claramente encerrar a RPA porque nos  acusa de tratar de assuntos embaraçosos que afectam a corrupção e a má governação",  acrescentou.
 
O poder suspeita os ex-rebelles das Forças nacionais de libertação (FNL) e o MSD de estarem de trás das novas violências no Burundi, que causaram mais de trinta de mortos em duas semanas e parece confirmar os rumores sobre a presença de novos focos de rebelião neste país.
 

O Burundi acaba de sair de 13 anos de guerra civil que causou mais de 300.000 mortes. 

 

Fonte: Angop

 

 

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