Angola e São Tomé e principe: Laços de fraternidade

Angola e São Tomé e principe: Laços de fraternidade

 Angola e São Tomé e Príncipe têm laços muito profundos que se foram estreitando ao longo dos séculos. Podemos falar com toda a propriedade de dois povos literalmente irmãos, porque grande parte da população daquele país é oriunda dos milhares de angolanos que foram trabalhar para as roças de cacau e por lá ficaram para sempre. 

 

Durante séculos, São Tomé e Príncipe foi uma das “dependências” de Angola. As ilhas dependiam administrativamente de Luanda e a economia dos dois territórios estava ligada umbilicalmente. O percurso dos dois países foi feito de mãos dadas até aos anos 50, altura em que cada qual ficou com o seu governo. Mas sob o ponto de vista religioso os dois países ainda estão ligados através da Conferência Episcopal de Angola e Sã Tomé. É a única estrutura visível de um passado em que as ilhas eram parceiras importantes de Angola.


O novo Governo de São Tomé e Príncipe, chefiado por Patrice Trovoada, está empenhado em recuperar essas relações fraternas do passado. Do reforço da unidade entre os dois Estados vai resultar a força necessária para enfrentar os grandes desafios do futuro. Temos os mesmos problemas, as mesmas dificuldades mas também temos grandes potencialidades. E se somarmos o que temos de positivo, se formos capazes de explorar essas sinergias, podemos atingir patamares de desenvolvimento social e económico acima da média em África. É isso que todos desejamos.


O Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, durante a sua estada em Luanda, disse à imprensa que “Angola é e será sempre um parceiro estratégico de São Tomé e Príncipe”. A História justifica esta afirmação. Mas os laços afectivos que unem angolanos e são-tomenses justificam a vontade dos responsáveis governamentais dos dois países estreitarem esses laços familiares e de amizade. Quem governa deve sempre respeitar a vontade dos povos. E é evidente que os nossos laços familiares exigem uma aproximação mais efectiva do que aquela que resulta das relações internacionais justas e recíprocas. Os angolanos e os são-tomenses conhecem como ninguém a importância das relações de parentesco. E sabem o que vale a nossa alargada família.


Depois da visita de Patrice Trovoada a Luanda, Angola e São Tomé e Príncipe ficam ainda mais próximos e todos esperamos que a cooperação estratégica agora reforçada dê frutos positivos para os dois povos irmãos.


O Executivo, como é seu timbre, não perdeu tempo e já anunciou que segue para São Tomé e Príncipe uma delegação governamental a fim de definir com o Governo são-tomense projectos e programas de cooperação prioritários. Patrice Trovoada, quando se despediu de Angola, no aeroporto de Luanda, disse que a sua visita visou o “reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação mutuamente vantajosa entre os dois países, forjadas pelos tradicionais e históricos laços de irmandade”.


O Presidente José Eduardo dos Santos tem um papel fundamental no estreitamento das relações entre Angola e São Tomé e Príncipe. Enquanto Chefe de Estado, ao encorajar esta aproximação entre os dois povos, está a dar resposta positiva aos imperativos da História. Enquanto presidente da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa, está a dar mais força ao espaço comunitário e à região de África em que estamos inseridos.


Angola, mesmo nos momentos mais difíceis da sua História recente, nunca voltou as costas aos povos irmãos, sobretudo aos que sofreram a ocupação e opressão colonial. Enquanto os angolanos defendiam abnegadamente a soberania nacional e combatiam o “apartheid”, os seus dirigentes ao mesmo tempo cultivavam laços de amizade e de fraternidade com todos os povos de boa vontade. Só foram excluídos aqueles que faziam parte da coligação que impôs a guerra aos angolanos. 


Angola, desde o primeiro dia da Independência Nacional, cultivou sempre laços de amizade e de fraternidade com os países africanos que falam a Língua Portuguesa. E bateu-se sempre pela paz na Região Austral, ainda que para isso tivesse que lutar, de armas na mão, contra as forças do “apartheid”.

 

Nesse período em que os angolanos lutavam pela soberania nacional e a integridade territorial, os laços com São Tomé e Príncipe foram estreitos em todos os domínios. Oficiais superiores angolanos, temperados na guerrilha e na guerra contra os invasores, formaram oficiais são-tomenses e peritos militares de Angola deram o seu contributo para a formação das forças de defesa e segurança de São Tomé e Príncipe. 


Hoje, estão abertas de par em par as portas da cooperação, sobretudo no domínio dos petróleos, sector no qual Angola é uma potência mundial. 
A aproximação de Angola aos povos irmãos é mais um ganho da paz, conquistada há oito anos, e que mudou de uma forma muito positiva o mapa político em Angola, nos países vizinhos e na África Austral. E São Tomé e Príncipe, além de fazer parte da nossa família, é um país vizinho e o que está mais próximo do coração dos angolanos.

 

Jornal de Angola
 

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