A hora da ajuda à Guiné-Bissau

A hora da ajuda à Guiné-Bissau

 

O Presidente José Eduardo dos Santos pediu ao Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes, que ajude Angola a ajudar o seu país.
O Chefe de Estado angolano sabe que chegou a hora de nos colocarmos ao lado dos nossos irmãos guineenses para que todos encontrem os caminhos da paz e da estabilidade, única forma de garantir o progresso económico e social.
 
Por: José Ribeiro
Fonte: JA
 
Angola tem especial dever de solidariedade para com a Guiné-Bissau, em nome do “passado de lutas heróicas contra um inimigo comum”, como recordou José Eduardo dos Santos.
E não foi apenas contra o colonialismo. Em 1975, quando Angola foi invadida por exércitos estrangeiros, artilheiros guineenses estiveram na linha da frente na defesa de Cabinda, quando o invasor foi derrotado nas planícies do Ntó. 
 
Esta ligação profunda, de afectos e solidariedade política, justifica o empenho do Presidente da República na solução da crise que põe em causa os superiores interesses do povo guineense.
Esta ligação justifica que, nos últimos meses, tenham passado por Luanda os principais dirigentes da Guiné-Bissau. 
 
José Eduardo dos Santos, mais do que o Presidente de um país irmão, preside à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o que alarga a base de apoio às acções que seguramente vão levar a Guiné-Bissau à paz e à concórdia.
 
Nenhum valor pode sobrepor-se aos “superiores interesses do povo guineense”, disse José Eduardo dos Santos ao Primeiro-Ministro Carlos Gomes. E também recordou que os máximos representantes do poder civil e militar devem agir em nome da imagem da Guiné-Bissau na comunidade internacional.Estamos certos que Angola vai ajudar em tudo o que puder, para que a paz e a estabilidade seja possível no país irmão. Porque Angola sabe que é importante fortalecer a CPLP e isso só é possível se todos os Estados membros forem fortes.
 
A Guiné-Bissau tem de estar ao nível de todos os outros países da comunidade para que ela tenha peso internacional, no quadro dao processo de globalização. As pontes entre países que têm a língua como traço de união, têm de ser fortes e não faz sentido que uma esteja destabilizada e enfraquecida.Ajudar a Guiné-Bissau só é possível se todos os Estados da CPLP perceberem primeiro as causas da destabilização e quem está interessado em destabilizar um pequeno país que deu ao mundo uma lição extraordinária de dignidade, quando o seu povo lutou de armas na mão contra a cominação colonial.Temos de saber quais são as razões que conduziram a pátria de Amílcar Cabral à situação actual. Porque nas respostas que obtivermos, está seguramente a solução para os problemas em que o país se encontra mergulhado. Logo após a independência nacional, a Guiné-Bissau conheceu anos de paz e de progresso.Ao contrário, Angola e Moçambique foram vítimas de acções violentas de destabilização.
 
Nessa época ainda não existia CPLP e os Países Africanos de Língua Portuguesa em nada influenciavam interesses económicos mundiais. Uma análise, ainda que superficial, é suficiente para compreender que a África Austral joga um papel determinante no futuro da Humanidade. Ainda ontem, o ex-embaixador americano em Angola, Dan Mozena, o disse em Lisboa.
 
À medida que a SADC dá passos seguros em frente, novas situações surgem e os países mais representativos da região têm de se adaptar à nova conjuntura, sob o risco de ficarem
a “marcar passo” ou mesmo a regredir. No passado, tivemos o exemplo de Angola. Mais recentemente, basta olhar para as greves na África do Sul ou os motins em Moçambique.
Quando os países da África Austral atingirem um estádio aceitável de desenvolvimento, muita coisa vai mudar. Quando a CPLP conseguir lançar pontes sólidas entre África, a Europa e a América Latina, o sistema actual altera-se. Se chegar a paz e a estabilidade ao Golfo da Guiné e à África do Oeste, as estratégias têm de ser repensadas.
 
O que está em jogo na Guiné-Bissau é muito mais do que divergências entre os detentores do poder civil e militar e uma falta de adaptação do poder político às novas situações.
O que está em jogo na Guiné-Bissau ultrapassa largamente as fronteiras daquele país irmão. A Guiné-Bissau ficou enredada em vários esquemas de desestabilização internacional, incluindo redes de tráfico de drogas. As dificuldades tornaram-se maiores com a crise económica e financeira mundial, a falta de recursos fez aumentar o desemprego e provocou a fuga de quadros e a crise de liderança e as divisões étnicas e religiosas fragilizaram a coesão interna.
 
Por isso é que chegou a hora de Angola ajudar a todos os irmãos da Guiné-Bissau.
 
 
Fonte: J.A
 

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